Madonna - Ray Of Light (Single)
23/09/2018 19:42 em Discografias

Madonna: Ray of Light.

Fonte: Wikipédia.

"Ray of Light" é uma canção da artista musical estadunidense Madonna, contida em seu sétimo álbum de estúdio de mesmo nome (1998). Foi composta e produzida pela própria com o auxílio de William Orbit, com escrita adicional por Clive Muldoon, Dave Curtiss e Christine Leach. A sua gravação ocorreu em 1997 nos Larrabee Studios North em Universal City, Califórnia. O seu lançamento como o segundo single do disco ocorreu em 6 de maio do mesmo ano, através das gravadoras Maverick e Warner Bros., sendo comercializada em CD single, fita cassete e vinis de sete e doze polegadas. Baseada em "Sepheryn", de Curtiss Maldoon, é uma faixa musicalmente derivada do EDM com influências do techno, do trance, do eurodance e da música disco, apresentando efeitos sonoros como assobios, bipes e sinos, o uso da guitarra elétrica e sintetizadores dentro de sua composição. Liricamente, apresenta um tema de liberdade.

A obra foi aclamada pela mídia especializada, a qual prezou a sua composição, sua produção e seu "calor emocional". A maturidade e os vocais de Madonna no número também foram elogiados. A canção foi nomeada nas categorias de Record of the Year, Best Dance Recording e Best Short Form Music Video durante os Grammy Awards de 1999, conquistando as duas últimas, obtendo também os prêmios de Top Dance Song e Most Performed Song nos ASCAP Rhythm and Soul Awards e ASCAP Pop Awards, respectivamente, e sendo reconhecida como uma das melhores da década de 1990. O single obteve êxito comercial ao liderar as tabelas da Escócia e da Espanha, classificando-se entre as dez melhores colocações na Austrália, no Canadá, na Europa e em outras quatro nações. Nos Estados Unidos, registrou o maior debute de Madonna na tabela estadunidense Billboard Hot 100, estreando no número cinco — sua posição de pico —, além de converter-se no vigésimo terceiro tema da cantora a culminar no periódico Hot Dance Club Songs.

Lançado em 12 de maio de 1998 na série MTV Live, o vídeo musical correspondente foi dirigido por Jonas Åkerlund e retrata o cotidiano de pessoas em cidades ao redor do mundo, como Londres e Estocolmo. Posteriormente disponibilizada em VHS single, a produção foi criticamente aclamada e indicada em oito categorias durante os MTV Video Music Awards de 1998, vencendo cinco delas, incluindo a principal da noite, de Video of the Year. Entretanto, Stefano Salvati acusou a artista de plagiar o conceito de um vídeo dirigido por ele para Biagio Antonacci quatro anos antes. Madonna apresentou "Ray of Light" em eventos como os MTV Video Music Awards de 1998 — acompanhada por Lenny Kravitz na guitarra — e Live 8, bem como nas turnês Drowned World Tour (2001), Confessions Tour (2006) e Sticky & Sweet Tour (2008-09). A faixa também foi regravada por artistas como Adam Lambert e Natasha Bedingfield, e utilizada diversas vezes na mídia, como nas séries Family Guy, Glee e na campanha publicitária de lançamento do Windows XP.


Crítica profissional

Analisando o álbum Ray of Light, Stephen Thomas Erlewine, do portal Allmusic, descreveu a canção como um "turbilhão". Em uma resenha da canção, Liana Jonas, da mesma página, definiu a faixa como uma "canção dançante perversamente boa", alegando que era "sonoramente progressiva, mas simpática para o ouvinte". Jonas também elogiou os vocais de Madonna, comparando-os com os de uma "diva de boates a uma deusa celestial". Larry Flick, da Billboard, descreveu "Ray of Light" como Madonna no seu melhor. Rob Sheffield, da revista musical Rolling Stone, observou que, ao lado de outras faixas como "Swim" e "Drowned World/Substitute For Love", Madonna está "positivamente feroz". Sal Cinquemani, da Slant Magazine, analisou que a música era uma "comemoração techno-delirante", e notou a "euforia" de Madonna na musica. Michael R. Smith, do The Daily Vault elogiou a canção como um dos melhores singles de Madonna, explicando:

“ O que torna 'Ray of Light' um dos melhores singles de Madonna é o fato de que é muito difícil de se cantar. Repleta de múltiplas mudanças de oitavas, a canção forçou Madonna a alcançar seus vocais mais do que ela pode. A canção exigiu que ela fizesse uso de seu registro superior e mantivesse notas maiores do que ela havia alcançado. É realmente uma joia thecno que é sempre destaque em seus shows. Depois de ouvir uma amostra disso na primavera [boreal] de 1998, eu sabia que Madonna tinha se superado. A canção faz com que o álbum inteiro tenha um nível totalmente novo.”

Em uma análise feita para o seu livro Madonna: Like an Icon, a autora Lucy O'Brien descreveu a canção como uma "música eletrônica com velocidade ácida" e um "hino de êxtase para os céus", observando que a canção foi composta em um semitom maior do que a zona de conforto vocal da cantora, mas afirmou que "a tensão realmente ajudou". O The A.V. Club comentou que a "faixa-título bombeada é obrigada a ser um sucesso que merece". Alex Alves, colunista do Termômetro, pertencente ao portal POPLine, concedeu à canção uma escala de noventa e cinco pontos que vai até cem, dizendo que "'Ray of Light' traz a rainha do pop em sua melhor forma vocal, autoral e de produção que talvez tenha sido vista em toda a sua carreira". O profissional prezou a sua composição da faixa, comentando que "a composição é elegante, a produção é impecável, sendo, simultaneamente simples e bem elaborada. Os vocais de Madonna, por sua vez, estão, notoriamente maduros, além de afinados", e concluiu a resenha elogiando a maturidade do tema, dizendo que a faixa é "uma lição de que o amadurecimento musical é essencial para aqueles que desejam enfim entrar para a realeza da música pop".

Ao analisar o álbum Ray of Light, J.D. Considine, do jornal The Baltimore Sun, notou que "a força recém-descoberta de Madonna é particularmente evidente nos ritmos pulsantes das faixas, como a canção-título, na qual é mostrada sua crescente confiança no topo do seu registo [vocal] no refrão ativamente balançante, e em seguida, a breve ponte é sussurrada". David Browne, da publicação Entertainment Weekly, intitulou a canção como uma "bola brilhante do tecnho similar a sirenes". Stephen Sears, do Idolator, explicou que os vocais de Madonna em todo o álbum eram um "divisor de águas", inclusive na canção, já que ela reforçou sua voz enquanto trabalhava no filme Evita. Sears finalizou a análise argumentando que "de fato, nenhum refrão é necessário para levantar 'Ray of Light' para o céu de discotecas. Madonna abastece os [registros] altos em alguns momentos perfeitos: em uma estendida forma espiral, ela geme 'yea-ea-ears' aos 3:27 ou como seus giros vocais saem fora de controle aos 4:14, pareados pelo trabalho da guitarra frenética de Orbit".

2018 - Madonna - Ray Of Light ''The Best Versions'' (CD FLAC)

 

2018 - Madonna - Ray Of Light ''The Best Versions'' (MULTITRACKS)

 

 

COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Imagem Topo